Sejamos Todos Feministas

pocket book, 64 sidor

På português

Publicerades 3 februari 2015 av Companhia das Letras.

ISBN:
978-85-359-2547-0
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Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. ‘Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!’.” Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e – em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “antiafricanas” e que odeiam homens e maquiagem – começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a …

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Quem é o nós em "sejamos"?

Eu não sou público-alvo desse livro/discurso. Talvez o erro principal do livro seja pretender-se universal estando baseado em um discurso que não é universal. No caso, ele aconteceu em um TEDx com público de uma comunidade diaspórica africana no Ocidente. Como livro introdutório ao feminismo, ele não é bom, também. Afinal de contas, a quem serve esse livro? Provavelmente ao público que acompanha um TEDx na comunidade diaspórica afro-ocidental, justamente o público do discurso.

A realidade desse livro não dialoga com as especificidades brasileiras, acaba resvalando na realidade de classe média nigeriana da autora, entre outras coisas. É superficial mesmo para uma introdução, e leitoras brasileiras podem ter dificuldade para transpor a realidade nigeriana para a brasileira.

Ämnen

  • feminismo
  • não-ficção